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31 de agosto de 2011

O Ensino Religioso no Distrito Federal: uma análise do direito ao acesso da disciplina no sistema educacional público.

<br>Fonte: Google











Com o objetivo de disciplinar seu conteúdo, foi criada uma Comissão Conjunta Permanente para o Ensino Religioso (CCPER), que em sua primeira composição estavam presentes todos os segmentos institucionais da estrutura administrativa do Distrito Federal, cujas atribuições tinham em seus fundamentos subsidiar o ensino religioso.
Dentre as competências da Comissão entre seus objetivos contemplaria a análise do material didático-pedagógico, habilitação de professores, orientações metodológicas e estratégias operacionais de matrícula e temática, todavia, não apresentou qualquer solução para a disciplina
Por sua vez, com a edição da Resolução do Conselho Nacional de Educação (2010) em relação aos componentes curriculares obrigatórios, o Distrito Federal viu-se compelido a implementá-la, para tanto, está promovendo a análise do currículo da disciplina através de grupo de trabalho criado em julho de 2011 perante a Secretaria de Educação do Distrito Federal.
Em nossa análise, a disciplina Ensino Religioso no Distrito Federal, no âmbito das escolas públicas, não está sendo ofertada de forma regular, quer pelo não cumprimento da legislação educacional, em razão da ausência de professores(as) devidamente habilitados, ou mesmo, pela inexistência de um currículo que contemple a diversidade religiosa com ausência do proselitismo.
Se por um lado existe a obrigatoriedade de sua oferta no ensino fundamental (Constituição Federal e Lei Orgânica do Distrito Federal), e de igual forma no ensino médio, patente a sua não aplicabilidade pelos gestores educacionais distritais.
Acrescentar-se-á ao tema em debate que o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em relação ao Ensino Religioso não foi considerado, porém, a Conferência Nacional de Educação (CONAE/2010), em seu documento final que subsidiou o Plano Nacional de Educação (2011/2020) propôs a inclusão dos livros no referido programa. 
Nesse sentido, sua implementação é fato incontroverso, não havendo qualquer dúvida sobre sua inclusão, restando apenas aos gestores públicos educacionais solucionem as divergências operacionais e promoverem sua introdução no currículo da educação básica do Distrito Federal, respeitando a diversidade religiosa e as políticas públicas do Estado.
Dessa forma, o Ensino Religioso como disciplina de oferta obrigatória e de matrícula facultativa, constitui-se em direito público subjetivo que deve ser disponibilizado aos seus interessados(as), uma vez que no ato da matrícula do aluno(a), obrigatoriamente, deverá se manifestar pela sua intenção ou não em cursá-la.

- Antonio Gomes da Costa Neto - Mestre em Educação, Perito Judicial em Educação, Educador, autor da Dissertação intitulada O Ensino Religioso e as Religiões de Matrizes Africanas no Distrito Federal (UnB - 2010) - http://lattes.cnpq.br/4154607294858508
- Universidade de Brasília (UnB) - http://repositorio.bce.unb.br/handle/10482/7083

Fonte: FONAPER

Marcha pela educação promete reunir 20 mil estudantes em Brasília

Ato começa com lavagem da escada do Banco Central. Protesto reivindica o investimento do equivalente a 10% do PIB no ensino 

Publicado em 31/08/2011, 09:25


São Paulo - A principal bandeira do ato é o investimento do equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Mas começa com pressão sobre o Banco Central, que vive, nesta quarta-feira (31), o segundo e último dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a taxa básica de juros da economia – a Selic – para o próximo período. A Marcha dos Estudantes pela Educação promete reunir 20 mil estudantes na Esplanada dos Ministérios em Brasília.
Eles demandam mais assistência estudantil e a melhoria das escolas e de todos os níveis de ensino, além de que seja revertida metade do fundo social do pré-sal – composto com royalties da exploração de petróleo – para a educação.
"Falta ousadia para o governo quando a discussão gira em torno dos 10% do PIB para a educação", lamenta o presidente da UNE, Daniel Iliescu. Ele considera tímidas as melhorias alcançadas no ensino do país. "O Brasil desperdiça uma oportunidade única de investir na juventude e dar um salto significativo na educação."
A decisão de começar, às 9h, com a lavagem simbólica da entrada da sede do Banco Central decorre de estar incluída a reivindicação de redução imediata de juros – ações semelhantes foram realizadas na terça-feira (30) por centrais sindicais em Brasília e em São Paulo. De lá, os estudantes partem em passeata até o Congresso Nacional. Reuniões com lideranças partidárias estão marcadas.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) deve participar ainda de audiência pública na Comissão de Educação do Senado sobre o Plano Nacional de Educação e de uma sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em solidariedade à luta dos estudantes chilenos.
Nesse caso, o destaque será uma participação internacional. A presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), Camila Vallejo, principal expoente dos protestos realizados nos últimos três meses no país sul-americano, participa do ato em Brasília.

Com informações da Agência Brasil

30 de agosto de 2011

Bahá'ís de todo o Brasil se mobilizam para 4ª Caminhada pela Liberdade Religiosa



A Caminhada pela Liberdade Religiosa, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro - CCIR, já se tornou um evento tradicional do calendário nacional. Em sua 4ª edição, a Caminhada promete agitar a orla da praia de Copacabana - Rio de Janeiro com a presença de pessoas das mais variadas religiões.

 



Os bahá'ís -- que em junho passado mobilizaram as representações religiosas e outros grupos da sociedade civil e do governo para pedir a libertação das sete lideranças bahá'ís presas no Irã desde 2008 e condenadas a 20 anos de prisão -- marcarão presença maciça na Caminhada do dia 18 de setembro.

"É uma oportunidade de chamarmos a atenção de toda a população brasileira para as injustiças e para o preconceito sofridos pelas pessoas que seguem diferentes religiões existentes no Brasil", diz Mary Aune, representante da Comunidade Bahá'í do Brasil. "Nosso compromisso vai além da defesa dos bahá'ís perseguidos no Irã. Temos de lutar para que todas as pessoas possam ter garantido o seu direito à liberdade de crença e religião", completa Mary.

  

A representante bahá'í ressalta que o apoio das demais religiões durante o evento de junho foi essencial para a sensibilização da sociedade. "Ficamos muito felizes de ter tantos representantes religiosos participando do evento, e as falas realmente nos emocionaram pela profundidade do sentimento de que qualquer perseguição com base na religião do indivíduo é um tema que precisa ser tratado por todas as religiões, por todas as pessoas, em todas as partes do mundo", diz ela.

 






O apoio dos bahá'ís do Brasil à Caminhada -- realizada tradicionalmente no mês de setembro -- vem desde a sua primeira edição. Sérgio Bonato, da comunidade bahá'í do Rio de Janeiro que participou da 2ª edição da Caminhada, em 2009, descreveu o evento como "uma experiência de convívio, amor e muita fé". Ele lembra que, na ocasião, os bahá'ís prepararam uma faixa com um dos ensinamentos de Bahá'u'lláh (Profeta Fundador da Fé Bahá'í) em que se lia: "A paz não é somente possível, mas inevitável". A faixa foi carregada por pessoas de diferentes religiões durante todo o percurso da Caminhada, numa demonstração de que esta é uma crença (e também um anseio) comum a todos.

 








Para esta 4ª edição, cujo lema é "Caminhando a Gente se Entende", estão previstas milhares de pessoas, além da participações especiais de artistas renomados. Caravanas representando grupos de todas as tradições religiosas sairão de diversas partes do país. "A expectativa é que, só de bahá'ís, sejam cerca de 500 pessoas, vindo de pelo menos quatro estados da Federação", afirma Mary.

Para mais informações, acesse a página oficial da CCIR - www.eutenhofe.org.br
ou assista ao vídeo de divulgação.


Para saber mais sobre a mobilização bahá'í, escreva para sasg@bahai.org.br ou acesse a página Libertem os 7 Baháis Presos no Irã no Facebook






Postado por Secretaria Nacional de Ações com a Sociedade e o Governo - SASG em www.bahai.org.br/noticias

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Mary Caetana Aune-Cruz
Secretária Nacional Adjunta
Ações com a Sociedade e o Governo
Comunidade Bahá'í do Brasil
(61) 3364 3594

sasg@bahai.org.br
http://sasg.bahai.org.br
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Análise: A estrutura financeira das religiões

Rachel McCleary
Pesquisadora de religião e economia da Universidade de Harvard

A religião é uma instituição financeira tanto quanto espiritual. Sem doações dos fiéis, as religiões como organizações sociais não sobreviveriam.
Não é surpreendente que as maiores religiões do mundo - Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Budismo e Hinduísmo - promovam a acumulação de riquezas através de seus sistemas de crenças, o que contribui para a prosperidade econômica.
Incentivos espirituais como a danação e a salvação são motivadores eficientes. Por isso, religiões que dão ênfase à crença no inferno são mais propensas a contribuírem para a prosperidade econômica do que as que enfatizam a crença no paraíso.
As religiões que têm foco na crença no paraíso dão mais importância a atividades redistributivas (caridade) para diminuir o tempo das pessoas no inferno e chegar mais perto do paraíso.
Já o incentivo que se baseia na crença no inferno parece mais eficiente para o comportamento econômico, porque motiva os fiéis a trabalhar mais duro para evitar a danação.

Arrecadação
A estrutura organizacional, assim como o sistema de crenças de uma religião, afeta diretamente sua habilidade de arrecadar fundos dos fiéis.
A riqueza das religiões, de maneira muito semelhante à riqueza das nações, depende da estrutura de sua organização. Mas, diferentemente das corporações, as finanças das religiões não são transparentes para o público nem são monitoradas.
Algumas estruturas religiosas são hierárquicas como a da Igreja Católica Romana, com a concentração de riqueza no clero e no Papado. Por contraste, as igrejas evangélicas e pentecostais favorecem um acúmulo de riqueza de pai para filho.
O famoso evangelista americano Billy Graham e seu filho William Franklin Graham 3º, que assumiu a presidência da associação evangelista do pai, são um exemplo de como o poder espiritual e a riqueza de uma religião são mantidos pelos laços familiares.

Fiéis fazem doação do dízimo na Nigéria.
Religiões monoteístas usam a experiência coletiva como forma de pressionar os fiéis para a doação

Outras organizações tendem a ser descentralizadas e comunitárias por natureza, como o judaísmo, com as sinagogas locais mantendo a autonomia sobre as finanças.
Mas as religiões coletivas, como as monoteístas, requerem a crença exclusiva em um só Deus e contam financeiramente com tributos e doações voluntárias de seus membros.
Como consequência, um templo, igreja ou mesquita exerce pressão coletiva e outros tipos de sanções grupais para garantir a ajuda financeira contínua dos fiéis à religião.
No entanto, uma dificuldade constante enfrentada pelas religiões é que muitos membros decidem agir de acordo com sua própria vontade e não dar apoio financeiro.
Outro tipo de estrutura religiosa é a privada ou difusa. Hinduísmo e budismo são religiões privadas, em que os fiéis realizam atos religiosos sozinhos e pagam uma taxa para um monge pelo serviço.
Nestes casos, as atividades religiosas são partes da vida diária e podem ser feitas a qualquer momento do dia. Elas não requerem nem um grupo de fiéis nem a presença dos monges.
Estas religiões privadas tendem a ser politeístas e sustentadas financeiramente pelo pagamento de uma taxa de serviço.

Apoio do Estado
"Sem doações dos fiéis, as religiões como organizações sociais não sobreviveriam."
Rachel McCleary

Religiões com muitos recursos, como por exemplo o catolicismo romano e o islamismo, historicamente foram - algumas vezes - monopólios financiados pelo Estado.
A regulação da religião pelo Estado pode reduzir a qualidade das vantagens espirituais na medida em que aumenta a capacidade da religião de acumular riqueza. Mas uma religião subsidiada pelo Estado pode ter um efeito positivo na participação religiosa.
Por exemplo, os governos da Dinamarca, Suécia, Alemanha e Áustria subsidiam muitas religiões para a manutenção de suas propriedades, a educação do clero e os serviços sociais.
Mesmo que isso não necessariamente aumente o número de pessoas que frequentam a igreja, o investimento financeiro do Estado nas instituições religiosas aumentou as oportunidades das pessoas de participarem de atividades patrocinadas pela religião.

Fonte: BBC Brasil

No Brasil, número de católicos é o menor em 140 anos

29.08.2011 

SÃO PAULO-BRASIL - No início desta década, o percentual de católicos no país era de 74% da população brasileira, mas agora é de 68,43%. Mesmo com a queda em torno de 7% - entre 2003 e 2009 - a religião católica ainda é a maior no Brasil e do mundo, seguida pela evangélica e pelo espiritismo.

No Brasil, número de católicos é o menor em 140 anos. 15479.jpeg 









Pesquisa da FGV também mostra que o Espírito Santo, no Sudeste do Brasil, é estado com maior número de evangélicos não pentecostais, e o número de adeptos ao catolicismo é o menor no Brasil desde 1872, segundo pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A proporção de evangélicos, segundo a pesquisa, cresceu de 13,13% nesse mesmo período. Passou de 17,88% para 20,23% da população. E também aumentou o número de brasileiros que afirmou não ter uma religião. Eram 5,13% em 2003 e passaram para 6,72% em 2009.

Um dado curioso da pesquisa mostra que os homens são mais católicos que as mulheres. Entre os que professam alguma religião, 71,6% das mulheres são católicas contra 75,4% dos homens.







 O Estado com maior participação de evangélicos pentecostais é o Acre, no extremo Norte do Brasil (24,18%) e nas demais denominações evangélicas, que inclui as tradicionais, o líder é o Espírito Santo (15,09%). O Estado do Rio de Janeiro, no Sudeste do Brasil, é recordista em religiões espíritas (3,37%) e também nas afro-brasileiras (1,61%).

Os dados da pesquisa mostram que a maioria dos sem religião está na classe E (7,72%), seguida da classe AB (6,91%). Entre os católicos, os percentuais mais altos também estão nos extremos da distribuição de renda: 72,72% dos pobres e 69,07% nas classes AB.

A classe mais importante para os evangélicos pentecostais é a D (14,98%), seguida da E. Já as evangélicas tradicionais estão mais concentradas na faixa AB (8,35%) e C (8,72%).    

O número de católicos continua caindo no Brasil, país que tem mais fiéis desta religião no mundo, e onde a porcentagem da população que se declara desta doutrina caiu de 73,79% em 2003 para 68,43% em 2009, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (23/08/2011).

Apesar de o catolicismo ainda ser a religião majoritária no país, a porcentagem medida em 2009 foi a menor desde 1872, quando uma pesquisa similar mostrou que 99,72% da população brasileira era católica, segundo o estudo "Mapa das Religiões no Brasil", divulgado pela Fundação Getúlio Vargas.

A redução do número de católicos no Brasil se acentuou nos últimos 30 anos, enquanto 88,96% dos brasileiros se declarou católico em 1980, essa porcentagem caiu para 83,34% em 1991 e para 73,89% em 2000.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, que baseou seu estudo em enquetes com cerca de 200 mil pessoas, a fuga foi maior entre os jovens entre 15 e 19 anos, quando 67,5% se declararam católicos em 2009, contra 75,2% em 2003 (perda de 7,7 pontos percentuais).

Precisamente no Estado do Rio de Janeiro, segundo o estudo, a porcentagem de católicos caiu para menos da metade da população (49,83%) e as pessoas que se declaram sem religião subiu para 15,95%.

Segundo a FGV, a redução da porcentagem de católicos no Brasil coincidiu com o aumento da porcentagem de brasileiros que se declaram ateus, que subiu de 5,13% em 2003 até 6,72% em 2009.

Até o ano 2000, a redução dos católicos no país era atribuída diretamente ao crescimento dos grupos evangélicos, mas estes não registraram um crescimento de fiéis nos últimos seis anos tão elevado como o que registravam anteriormente.

Ainda de acordo com o estudo, a porcentagem de brasileiros que diz ser fiel às igrejas evangélicas tradicionais e aos novos grupos evangélicos subiu de 17,88% em 2003 até 20,23% em 2009.

Os seguidores do espiritismo se mantiveram praticamente estáveis (de 1,5% em 2003 para 1,75% em 2009), assim como os praticantes das religiões afro-brasileiras (de 0,23% para 0,35%) e das Igrejas Orientais ou asiáticas (de 0,30% para 0,31%).

ANTONIO CARLOS LACERDA é correspondente internacional do PRAVDA.RU

26 de agosto de 2011

Afrodescendentes ibero-americanos olham para o futuro

Após dois dias de intensos debates, mais de 30 especialistas da Ibero-América reunidos até a quinta-feiura (25) na Colômbia analisaram os múltiplos desafios que enfrentam os afrodescendentes em pleno século 21.

A reunião teve por sede a cidade de Cali, capital do departamento de Valle del Cauca, e congregou representantes provenientes de 15 países, os quais compartilharam experiências e as contribuições dos afrodescendentes na construção de suas nações.

Dessa maneira, 1º Encontro Ibero-americano de Culturas e Comunidades Afrodescendentes 2011 centrou seu olhar na situação atual e perspectivas destas comunidades na região por sua inclusão social.

Entre as conclusões do encontro destaca-se a necessidade de uma construção de unidade frente à fragmentação que existe atualmente em todos os setores sociais da Colômbia.

Isso a partir da paz interna e da cultura formada ao longo de 500 anos da comunidade afrodescendente.

Também se determinou que a Lei 70, que tem como objetivo principal reconhecer as comunidades negras da Colômbia e proteger sua identidade cultural, é uma oportunidade para construir essa unidade.

No entanto, durante o evento ficou manifestado que falta vontade política por parte do governo nacional para aplicar efetivamente esse regulamento.

Por outra parte, também se estabeleceu que o censo é uma ferramenta poderosa, pois na Colômbia habitam mais de quatro milhões de afrodescendentes.

Através disso, segundo as opiniões dos participantes, se pode definir a forma como devem ser distribuídos os orçamentos da nação e onde devem ser investidos os recursos para tornar realidade um acordo social a favor da multiculturalidade.

Além da agenda acadêmica, o fórum contou com espaço para visibilizar os projetos e iniciativas artísticas, culturais e de empreendimento das comunidades afro, raizales e palenqueras da Colômbia.

Mais de 50 organizações estiveram presentes nesta vitrine de promoção e intercâmbio com produtos artísticos, gastronômicos, artesanais e cosméticos, entre outros.

Por sua vez, participaram 14 instituições públicas, privadas e internacionais, oferecendo e ensinando os mecanismos para apoiar, facilitar e se somar aos que contam as comunidades.

Segundo a Comissão Inter-setorial para o Avanço da População Afro-colombiana, estas comunidades apresentam uma baixa participação nos espaços públicos, uma débil capacidade institucional, dificuldades para o acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Por isso uma das tarefas que o fórum enfatizou é a análise da oferta institucional, das políticas públicas de integração e dos mecanismos contra a discriminação racial, além do intercâmbio de experiências entre os países ibero-americanos.

Cali foi eleita como anfitriã deste evento por ser a segunda cidade do mundo, atrás de Salvador, no estado brasileiro da Bahia, com mais população afrodescendente (mais de um milhão de habitantes), segundo fontes especializadas.

O evento foi organizado pelo Ministério de Cultura, a Organização de Estados Ibero-americanos, e esteve inscrita na celebração de 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes, decretado pela ONU em sua 64 sessão.

Prensa Latina

Festival Indiano Raksha Bandhan


25 de agosto de 2011

Tempo de repensar no divã



Paiva Netto

Na quinta-feira da próxima semana, 1o de setembro, lançarei o livro “Jesus, o Profeta Divino”, durante a 15ª edição da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro. A festa literária se prolongará até o dia 11.
Trata-se do quarto volume da série de palestras “O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração”, a qual proferi a respeito do Apocalipse no rádio e na TV.
“Jesus, o Profeta Divino” é mais uma contribuição aos que discutem seriamente o tema profético acerca do Fim dos Tempos.
O Cristo, os profetas bíblicos, os vates das religiões e muitos pesquisadores, crentes ou ateus, cada um a seu modo, falam sobre ou analisam a possibilidade de uma grande mudança ou monumental reforma em tudo o que conhecemos como sociedade e aspecto físico deste orbe.
Apresento despretensiosamente no livro elementos dessas transformações. Elas se realizarão, creiamos nós ou não creiamos nelas? Quando?! Não sei... porém deixo à reflexão dos estimados leitores.
O Tempo das grandes mudanças, no entanto, pode estar em pleno curso. Elas são inevitáveis, desde as simplesinhas às mais complexas?
Muitos estremecem ante a perspectiva da escassez e do alto preço dos alimentos; da falta de água potável; do fim do petróleo; da explosão populacional; do ferimento da camada de ozônio; do aquecimento global; da forte queda da umidade relativa do ar, afetando garganta, narinas, olhos, cabeça — os pais das crianças que o digam... —, entre outras ameaças.

O centro da Economia Altruísta
Na entrevista que concedi ao meu velho amigo Paulo Parisi Rappoccio, jornalista italiano, radicado no Brasil, em 10 de outubro de 1981, reafirmo:
(...) O ser humano, com seu Espírito Eterno, é o centro da Economia Altruísta, a geratriz de todo o progresso. Sem ele, não há o trabalho nem o capital.
A riqueza de um país está no coração do seu povo. No entanto, nações inteiras ainda sofrem miséria. Convém lembrar que barrigas vazias e Espíritos frustrados geralmente não estão dispostos a ouvir. (...)
Numa época em que pelo avanço da tecnologia as expectativas de produção ficam ultrapassadas, a fome é realmente um escândalo! Não somente a do corpo, como também a de conhecimento, isto é, Educação, sem a qual nenhum povo é forte. Anacronicamente, nunca o mundo conheceu, por um lado, tanta fartura e, por outro, tanta miséria. Está faltando Solidariedade à Economia. Até que o último dos seus filhos tenha as condições mínimas para uma vida digna, qualquer país não será uma nação independente, mas apenas escrava das limitações que a si mesma se impõe. Os impedimentos de ordem interna são mais prejudiciais ao progresso de sua gente que os de ordem externa (...). Se um povo não se prepara, como ele vencerá?

Profundas reformas
Vejam o que ocorre, agora mesmo, no campo econômico-financeiro, por consequência social, a partir da mais potente nação da Terra na atualidade, os Estados Unidos, sem falar na Europa. O capitalismo está se repensando no divã, lugar por onde ainda passa o socialismo.
Alziro Zarur (1914-1979) costumava dizer, há mais de cinquenta anos, que o poder se tornaria fluídico nas mãos dos poderosos. E assim escaparia entre os dedos deles.
Hoje, século 21, os Estados nacionais flagrantemente não têm mais a força de outrora. Poder-se-ia afirmar que “o mundo está à beira de um precipício”. Mas isso é um velho chavão. Todavia, certos conceitos vão mudar profundamente. Aliás, já estão sendo revistos.
Vivemos tempos de crise e esta sempre implica alguma modificação, no decorrer dela ou em seguida.
Endereço da 15a Bienal do Livro — Riocentro, Av. Salvador Allende, 6.555, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

24 de agosto de 2011

Intolerância religiosa dificulta aprendizagem, aponta pesquisa

Fernando* estava na aula de artes e tinha acabado de terminar uma maquete sobre as pirâmides do Egito. Conversava com os amigos quando foi expulso da sala aos gritos de “demônio” e “filho do capeta”. Não tinha desrespeitado a professora nem deixado de fazer alguma tarefa. Seu pecado foi usar colares de contas por debaixo do uniforme, símbolos da sua religião, o candomblé.

O fato de o menino, com então 13 anos, manifestar-se abertamente sobre sua crença provocou a ira de uma professora de português que era evangélica. Depois do episódio, ela proibiu Fernando de assistir às suas aulas e orientou outros alunos para que não falassem mais com o colega. O menino, aos poucos, perdeu a vontade de ir à escola. Naquele ano, ele reprovou e teve que mudar de colégio.

Quem conta a história é a mãe de Fernando, Andrea Ramito, que trabalha como caixa em uma loja. Segundo ela, o episódio modificou a personalidade do filho e deixou marcas também na trajetória escolar. “A autoestima ficou muito baixa, ele fez tratamento com psicólogo e queria se matar. Foi lastimável ver um filho sendo agredido verbalmente, fisicamente, sem você poder fazer nada. Mas o maior prejudicado foi ele que ficou muito revoltado e é assim até hoje”, diz.

Antes de levar o caso à Justiça, Andréa tentou resolver a situação ainda na escola, mas, segundo ela, a direção foi omissa em relação ao comportamento da professora. A mãe, então, decidiu procurar uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência contra a docente. O caso aguarda julgamento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Se for condenada, o mais provável é que a professora tenha a pena revertida em prestação de serviços à comunidade.

Já a Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec), responsável pela unidade, abriu uma sindicância administrativa para avaliar o ocorrido, mas a investigação ainda não foi concluída. Por essa razão, a professora – que é servidora pública – ainda faz parte do quadro da instituição, “respeitando o amplo direito de defesa das partes envolvidas e o Estatuto dos Funcionários Públicos do Estado do Rio de Janeiro”, segundo nota enviada pelo órgão. A assessoria não informou, entretanto, se ela está trabalhando em sala de aula.

Religisão e racismo

A história do estudante Fernando, atualmente com 16 anos, não é um fato isolado. A pesquisadora Denise Carrera conheceu casos parecidos de intolerância religiosa em escolas de pelo menos três estados – Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. A investigação será incluída em um relatório sobre educação e racismo no Brasil, ainda em fase de finalização.

“O que a gente observou é que a intolerância religiosa no Brasil se manifesta principalmente contra as pessoas vinculadas às religiões de matriz africana. Dessa forma, a gente entende que o problema está muito ligado ao desafio do enfrentamento do racismo, já que essas religiões historicamente foram demonizadas”, explica Denise, ligada à Plataforma de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca Brasil), que reúne movimentos e organizações da sociedade civil.

Denise e sua equipe visitaram escolas de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Ouviram de famílias, professores e entidades religiosas casos que vão desde humilhação até violência física contra alunos de determinadas religiões. E, muitas vezes, o agressor era um educador ou membro da equipe escolar.

“A gente observa um crescimento do número de professores ligados a determinadas denominações neopentecostais que compreendem que o seu fazer profissional deve ser um desdobramento do seu vínculo religioso. Ou seja, ele pensa o fazer profissional como parte da doutrinação, nessa perspectiva do proselitismo”, aponta a pesquisadora.

Aprendizagem comprometida

Alunos que são discriminados dentro da escola, por motivos religiosos, culturais ou sociais, têm o processo de aprendizagem comprometido. “Afeta a construção da autoestima positiva no ambiente escolar e isso mina o processo de aprendizagem porque ele se alimenta da afetividade, da capacidade de se reconhecer como alguém respeitado em um grupo. E, na medida em que você recebe tantos sinais de que sua crença religiosa é negativa e só faz o mal, essa autoafirmação fica muito difícil”, acredita Denise.

Para ela, a religião está presente na escola não só na disciplina de ensino religioso. “Há aqueles colégios que rezam o Pai-Nosso na entrada, que param para fazer determinados rituais, cantar músicas religiosas. Criticamos isso no nosso relatório porque entendemos que a escola deve se constituir como um espaço laico que respeite a liberdade religiosa, mas não que propague um determinado credo ou constranja aqueles que não têm vínculo religioso algum”, diz.

Liberdade religiosa

A primeira lei sobre o assunto surgiu em 7 de janeiro de 1890 (daí a data comemorativa), em decreto assinado pelo então presidente Marechal Deodoro da Fonseca, por iniciativa do gaúcho Demétrio Ribeiro, Ministro da Agricultura na época.

Na Constituinte de 1946 o escritor Jorge Amado, eleito deputado federal, em 1945, pelo Partido Comunista do Brasil (PCB) de São Paulo, levantou este debate, tendo sido autor da Lei da Liberdade de Culto Religioso. Na Constituição de 1988 a lei adquiriu a formatação atualmente vigente:

"Artigo 5º:
(...)
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;;
(...)
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei";


*o nome foi alterado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Da redação do www.vermelho.org.br, com Agência Brasil

Religiões afro: Salvador atrás de Porto Alegre

Infográfico: Bahia Notícias / Fonte: FGV 

Salvador perde para cidades do Sul e Sudeste em número de praticantes de religiões afro-brasileiras Nessa cidade nem todo mundo é d'Oxum. Embora seja considerada como a metrópole de maior representatividade da cultura africana, Salvador é apenas a quarta em adeptos de religiões afrobrasileiras. A capital baiana ficou atrás de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente, de acordo com pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta terça-feira (23). Apenas 0,33% dos soteropolitanos entrevistados se disseram praticantes de credos de origem africana. O antropólogo Roberto Albergaria e o historiador e presidente da Fundação Pedro Calmon (FPC), Ubiratan Castro, divergem na interpretação do resultado. "O IBGE já havia feito uma pesquisa há 10 anos em que Salvador só aparece em 13º lugar em número de candomblés. No fundo, a história desses credos passou a representar para a gente um item não religioso, mas cultural. É a questão da baianidade que também foi ancorada neste mito da africanidade. 'A maior cidade negra fora da África'. Mentira. Salvador é a maior cidade mulata do Brasil", declarou Albergaria. Já Ubiratan destaca que há um número considerável de pessoas que não se assumem quanto à religião. "Lá [Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo] já existe uma quantidade maior de terreiros, e outra coisa: essas cidades possuem uma população que assume mais a religião. Aqui a grande maioria não quer nem saber. Não dá importância, não assume sua religiosidade", opinou.

Fundação Getúlio Vargas divulga novo mapa das religiões no Brasil

Em 2003, 74% dos brasileiros se declaravam católicos. Em 2009, número caiu para 68,4%. Número de evangélicos subiu de 17,9% para 20,2%. Aumentou também o número de pessoas que afirmam não ter religião. A Fundação Getúlio Vargas divulgou, nesta terça-feira (23), um novo mapa das religiões no Brasil, traçado com base na última pesquisa de orçamentos familiares do IBGE.

A certidão de batismo é a lembrança do tempo em que Patrícia era católica. Hoje ela se diz sem religião e não faz questão que a filha de 8 anos escolha uma crença. “Eu acho que há pessoas que necessitam de uma igreja, de uma direção, e outras que não”, ela defende. A maioria dos brasileiros ainda é de católicos, mas a queda no número de seguidores é maior a cada ano. Em 2003, 74% dos brasileiros se declaravam católicos. Em 2009, o número caiu para 68,4%. A redução foi maior entre jovens e mulheres. O número de evangélicos subiu de 17,9% para 20,2%. Aumentou também o número de pessoas que afirmam não ter religião: de 5,1% para 6,7%.

O mapa mostra, acima de tudo, que o Brasil é um país de diversidade religiosa e isso fica bem caracterizado nas capitais brasileiras.
O Rio de Janeiro tem a maior proporção de espíritas. São Paulo concentra mais seguidores de religiões orientais. Porto Alegre tem a maior proporção de praticantes de religiões afro-brasileiras. Vitória é a cidade mais evangélica entre as capitais. Teresina tem a maior proporção de católicos. E é em Boa Vista que há mais pessoas sem religião.
Um mapa que ainda deve se alterar nos próximos anos. “Uma das coisas que mudaram mais, nos últimos 20 anos, eu diria que é a composição religiosa da população. Ela vinha mudando a uma determinada taxa, agora ela está mudando dez vezes mais rápido que nos cem anos antes”, avalia Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV.

Islã: Religião e Civilização, Uma Abordagem Antropológica

 

O antropólogo Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto, professor da UFF e pesquisador associado do InEAC está lançando o seu livro “Islã: Religião e Civilização, Uma Abordagem Antropológica” pela editora Santuário.
O livro foi escrito como um texto introdutório sobre o islã para um público não especializado no assunto, porém interessado em adquirir o instrumental analítico necessário compreender melhor o universo religioso e civilizacional do mundo muçulmano. Nele são apresentados os principais elementos doutrinais e rituais do sistema religioso islâmico, assim como os marcos factuais da história da civilização islâmica relevantes para uma compreensão empiricamente embasada do mundo muçulmano.
A análise feita da história islâmica é informada pela pesquisa etnográfica que vem sendo realizada pelo autor desde 1999 sobre o sufismo na Síria contemporânea, assim como pelo trabalho de campo realizado desde 2003 nas comunidades muçulmanas no Brasil. A perspectiva teórica adotada neste livro visa permitir uma compreensão mundo muçulmano que leve em consideração a sua pluralidade cultural e histórica.
Assim, este livro propõe uma abordagem antropológica do islã, ou seja, ele se ocupa do islã enquanto fenômeno social e cultural, e não enquanto verdade teológica. O islã tratado neste livro é aquele que existe nas crenças, rituais e práticas elaborados, realizados ou reivindicados por pessoas que se identificam como muçulmanos, independente do fato deles poderem ser criticados e/ou condenados por outros muçulmanos. Do mesmo modo, as formas de radicalismo e violência praticadas em nome do islã são tratados aqui como fenômenos sociais cujos contextos e processos de construção devem ser analisados e compreendidos para além dos discursos estigmatizantes sobre o “terrorismo islâmico”.

O livro pode ser adquirido no próprio site da editora Santuário: http://www.editorasantuario.com.br

23 de agosto de 2011

RITO DE LOUVAÇÃO A CABOCLO


27 de Agosto de 2011 - Sábado
20 horas
Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino do Distrito Federal - OICD DF
Rodovia DF 205, Rua F, Chácara 14, Jardins do Morumbi - Planaltina/DF
Informações: Leila 98387254 & Marcelo 96948042


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"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." Platão

Iberê Lopes - Unidade na Diversidade
Diversidade Religiosa
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CEBRAPAZ DF - Centro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz
Diretor Distrito Federal
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Em SP, escolas optam por valorizar história em aulas de religião

Quinta-feira, às 16h40, é hora da aula de ensino religioso em uma das quatro turmas do 9º ano da Escola Estadual Doutor Alberto Cardoso de Mello Neto, na região norte da capital paulista. A escola é uma das poucas do estado que oferecem a disciplina aos seus alunos do último ano do ensino fundamental.

A professora Miriam de Oliveira é a responsável pela aula. Historiadora e psicóloga, ela trabalha no colégio há oito anos. Há três, dá aulas do que prefere chamar de "história das religiões". Na primeira quinta-feira do mês de agosto (4), Miriam falou para cerca de 30 alunos sobre o cristianismo.
"Por volta do ano 300, o Império Romano adotou o cristianismo como sua religião oficial", explicou aos alunos. "A partir daí, a religião se espalhou por outros cantos do mundo e acabou chegando ao Brasil, com os jesuítas. Hoje, quase todo mundo é cristão aqui no nosso país."
O foco na história foi a solução encontrada por São Paulo para que as lições de ensino religioso constassem dos currículos da rede pública sem privilegiar qualquer crença, conforme determina a Constituição Federal. Apesar de só os alunos do 9o ano terem aulas específicas sobre religião - isso quando há demanda dos pais -, todas as escolas estaduais trabalham o conteúdo de forma transversal, em outras disciplinas. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, prevalece o aspecto histórico.
Uma lei estadual e uma resolução do Conselho Estadual de Educação de 2001 normatizaram o ensino religioso no estado. Elas garantiram o espaço para a disciplina nas escolas estaduais, mas também estabeleceram exigências na formação dos professores responsáveis pelas aulas e prioridade para a correlação do ensino sobre religião com a educação regular.
"Foi bom criar regras", disse a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, que defendeu a adoção do modelo em reuniões com representantes do governo. "Sou favorável ao fortalecimento da formação humana, com conteúdo sobre história da religião, para que o aluno compreenda as diferenças entre as crenças", justifica.
Essa fórmula, porém, não é unanimidade entre os educadores. Na opinião da coordenadora do programa de pós-graduação da Universidade Metodista e professora da Universidade de São Paulo (USP), Roseli Fischmann, o ensino religioso transversal delega responsabilidade demais aos docentes e expõe os alunos da rede pública a possíveis transgressões à Constituição.
"A Constituição diz que o Estado não pode defender nem discriminar crença nenhuma. Contudo, o professor, que representa o Estado na escola, é um ser humano", pondera Roseli. "O ser humano tende, naturalmente, a defender sua crença."
Para ela, o ensino religioso é um "risco que poderia ser evitado". A professora acredita que os conceitos sobre diversidade e respeito, que são abordados nas aulas, poderiam ser repassados aos alunos em outras disciplinas que não a específica de religião.
Cecília Regina Bigatão, diretora da Escola Doutor Alberto Cardoso, discorda. Há mais de 20 anos à frente da escola, ela diz que é perceptível a diferença no comportamento dos alunos que já passaram pelas aulas de ensino religioso. "O que é a amizade, amor, está mais claro para eles."
A diretora reconhece que é preciso ter atenção redobrada com o ensino religioso para que todas as crenças sejam respeitadas. Ela garante que esses cuidados são tomados na escola que dirige e, por isso, os resultados são muitos bons.
"Nunca tivemos uma reclamação de um pai sobre o conteúdo das aulas", conta. "Não impomos nada às crianças. Todas são livres para ter sua religião". Na antessala da diretoria, há um altar. Em cima dele, fica uma Bíblia aberta.

Migrações entre Religiões “O novo retrato da fé no Brasil”

 


Pesquisas indicam o aumento da migração religiosa entre os brasileiros, o surgimento dos evangélicos não praticantes e o crescimento dos adeptos ao islã. O tema abordado em matéria da Revista IstoÉ 

 








Acaba de nascer no País uma nova categoria religiosa, a dos evangélicos não praticantes. São os fiéis que creem, mas não pertencem a nenhuma denominação. O surgimento dela já era aguardado, uma vez que os católicos, ainda maioria, perdem espaço a cada ano para o conglomerado formado por protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, é cada vez maior o número de brasileiros que nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé. Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram, na semana passada, que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são quatro milhões de brasileiros a mais nessa condição. Essa é uma das constatações que estatísticos e pesquisadores estão produzindo recentemente, às quais ISTOÉ teve acesso, formando um novo panorama religioso no País.
Isso só é possível porque o universo espiritual está tomado por gente que constrói a sua fé sem seguir a cartilha de uma denominação. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido à vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empresários e esportistas, só para citar três exemplos, dividem esse espaço com essas lideranças. Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa. Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião (ateus, agnósticos e os que creem em algo, mas não participam de nenhum grupo religioso). É muito provável, portanto, que os evangélicos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua instituição estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras crenças.


ALÁ Nogueira, muçulmano há um ano: no Rio, os convertidos saltaram de 15% da comunidade para 85% em 12 anos

É cada vez maior a circulação de um fiel por diferentes denominações – ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma única instituição religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religião Sílvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados já havia trocado de crença. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ciências sociais e religião da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), para seu trabalho de pós-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evangélicos) já haviam participado de outros grupos religiosos.
“Os indivíduos estão numa fase de experimentação do religioso, seja ele institucionalizado ou não, e, nesse sentido, o desafio das igrejas estabelecidas é maior porque a pessoa pode escolher uma religião hoje e outra amanhã”, afirma Sílvia, da UFRRJ. “Os vínculos são mais frouxos, o que exige das instituições maior oferta de sentido para o fiel aderir a elas e permanecer. É tempo de mobilidade religiosa e pouca permanência.” Transitar por diferentes crenças é algo que já ocorre há algum tempo. A intensificação dessa prática, porém, tem produzido novos retratos. Denominadores comuns do mapa da circulação da fé pregam que católicos se tornam evangélicos ou espíritas, assim como pentecostais e neopentecostais recebem fiéis de religiões afro-brasileiras e do protestantismo histórico. Estudos recentes revelam também que o caminho contrário a essas peregrinações já é uma realidade.


AMÉM É cada vez mais comum ex-pentecostais, como o atual metodista Barbosa, que foi pastor da Assembleia de Deus (acima), aderirem às protestantes históricas

Em sua dissertação de mestrado sobre as motivações de gênero para o trânsito de pentecostais para igrejas metodistas, defendida na Umesp, a psicóloga Patrícia Cristina da Silva Souza Alves verificou, depois de entrevistar 193 protestantes históricos, que 16,5% eram oriundos de igrejas pentecostais. Essa proporção era de 0,6% (27 vezes menor) em 1998, como consta no artigo “Trânsito religioso no Brasil”, produzido pelos pesquisadores Paula Montero e Ronaldo de Almeida, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Para Patrícia, o momento econômico do Brasil, que registra baixos índices de desemprego e ascensão socioeconômica da população, reduz a necessidade da bênção material, um dos principais chamarizes de uma parcela do pentecostalismo. “Por outro lado, desperta o olhar para valores inerentes ao cristianismo, como a ética e a moral cristã, bastante difundidas entre os protestantes históricos”, afirma.
Em busca desses valores, o serralheiro paraibano Marcos Aurélio Barbosa, 37 anos, passou a frequentar a Igreja Metodista há um ano e meio. Segundo ele, nela o culto é ofertado a Deus e não aos fiéis, como acontecia na pentecostal Assembleia de Deus, a instituição da qual Barbosa foi devoto por 16 anos, sendo sete como presbítero. O serralheiro cumpria à risca os rígidos usos e costumes impostos pela denominação. “Eu não vestia bermuda nem dormia sem camisa, não tinha tevê em casa, não bebia vinho, não ia ao cinema nem à praia porque era pecado”, conta. Com o tempo, o paraibano passou a questionar essas proibições e acabou migrando. “Na Metodista encontrei um Deus que perdoa, não um justiceiro.”

 

A teóloga Lídia Maria de Lima irá defender até o final do ano uma dissertação de mestrado sobre o trânsito de evangélicos para religiões afro-brasileiras. A pesquisadora já entrevistou 60 umbandistas e candomblecistas e verificou que 35% deles eram evangélicos antes de entrar para os cultos afros. Preterir as denominações cristãs por religiões de origem africana é outro tipo de migração até então pouco comum. Não é, porém, uma movimentação tão traumática, uma vez que o currículo religioso dos ex-evangélicos convertidos à umbanda ou ao candomblé revela, quase sempre, passagens por grupos de matriz africana em algum momento de suas vidas. Pai de santo há dois anos, o contador Silvio Garcia, 52 anos, tem a ficha religiosa marcada por cinco denominações distintas – e a umbanda é uma delas. Foi aos 14 anos, frequentando reuniões na casa de uma vizinha, que Garcia, batizado na Igreja Católica, aprendeu as magias da umbanda. Nessa época, também era assíduo frequentador de centros espíritas. Aos 30, ele passou a cursar uma faculdade de teologia cristã e, com o diploma a tiracolo, tornou-se presbítero de uma igreja protestante. Um ano depois, migrou para uma pentecostal, onde pastoreou fiéis por seis anos. “Mas essas igrejas comercializam a figura de Cristo e eu não me sentia feliz com a minha fé”, diz.


SALVAÇÃO Homens pensam em si quando buscam uma nova crença: Higuti, pastor da Bola de Neve, queria se livrar das drogas

A teóloga Lídia sugere que os sistemas simbólicos das religiões evangélica e afro-brasileira têm favorecido a circulação de fiéis da primeira para a segunda. “Há uma singularidade de ritos, como o fenômeno do transe. Um dos entrevistados me disse que muito do que presenciava na Igreja Universal (do Reino de Deus) ele encontrou na umbanda”, diz. Em suas pesquisas, fiéis do sexo feminino foram as que mais cometeram infidelidade religiosa (67%). Os motivos que levam homens e mulheres a migrar de religião (leia quadro à pág. 60) foram investigados pela professora Sandra, da Umesp. Em outubro, suas conclusões serão publicadas em “Filosofia do Gênero em Face da Teologia: Espelho do Passado e do Presente em Perspectiva do Amanhã” (Editora Champanhat).
Uma diferença básica entre os sexos é que as mulheres mudam de religião em busca de graça para quem está a sua volta (a cura para filhos e maridos doentes ou a recuperação do casamento, por exemplo). Já os homens são motivados por problemas de fundo individual. Assim ocorreu com o empresário paulista Roberto Higuti, 45 anos, que se tornou evangélico para afastar o consumo e o tráfico de drogas de sua vida. Católico na infância, budista e adepto da Igreja Messiânica e da Seicho-No-Ie na adolescência, Higuti saiu de casa aos 15 anos e se tornou um fiel seguidor do mundo do crime. Sua relação com as drogas foi pontuada por internação em hospital psiquiátrico, prisão e duas tentativas de suicídio. Certo dia, cansado da falta de perspectivas, viu uma marca de cruz na parede, ajoelhou-se e disse: “Jesus, se tu existes mesmo, me tira dessa vida maldita.” Há cinco anos, o empresário é pastor da neopentecostal Igreja Bola de Neve, onde ministra dois cultos por semana. “Quero, agora, ganhar almas para o Senhor”, diz.
Antes de se fixar na Bola de Neve, Higuti experimentou outras quatro denominações evangélicas. Mobilidades intraevangélicas como as dele ocorrem com aproximadamente 40% dos adeptos de igrejas pentecostais e neopentecostais, segundo a especialista em sociologia da religião Sílvia, da UFRRJ. Os neopentecostais, porém, possuem uma particularidade. Seus fiéis trocam de igreja como quem descarta uma roupa velha: porque ela não serve mais. São a homogeneização da oferta religiosa e a maior visibilidade de algumas denominações que produzem esse efeito. “Esse grupo, antigamente, era o tal receptor universal de fiéis, para onde iam todas as religiões. Hoje, a singularidade dele é o fato de receber membros de outras neopentecostais”, diz Sandra, da Umesp. “Quanto mais acirrada a concorrência, maior a migração.” A exposição na mídia, fundamentalmente na tevê, é a principal estratégia dos neopentecostais para roubar adeptos da concorrente direta. E cada vez mais as pessoas estabelecem uma relação utilitária com a religião. De acordo com a pesquisadora Sandra, se não há o retorno (material, na maioria das vezes), o fiel procura outra prestadora de serviço religioso. Estima-se, por exemplo, que 70% dos atuais adeptos da Igreja Mundial – uma dissidente da Universal – tenham migrado para lá vindos da denominação de Edir Macedo. “Entre os neopentecostais não se busca mais um líder religioso, mas um mago que resolva tudo num estalar de dedos”, diz Sandra. “Essa magia faz sucesso, mas tem vida curta, uma vez que o fiel se afasta, caso não encontre logo o que quer.”


SEM LAÇOS Lucina não segue nenhum credo, mas quando quer alcançar uma graça procura algum serviço religioso: 30% fazem o mesmo anualmente

Cansada de pular de uma crença para outra, a artesã paulista Lucina Alves, 57 anos, não sente mais necessidade de pertencer a uma igreja. Há oito anos, ela diz ser do grupo dos sem-religião. No entanto, recorre a ritos de fé, principalmente católicos, espíritas e da Seicho-No-Ie, sempre que sente vontade de zelar pelo bem-estar de alguém. “Há um mês, fui até uma benzedeira ligada ao espiritismo para ajudar meu filho que passava por problemas conjugais”, diz. Dados do artigo “Trânsito religioso no Brasil” revelaram que 30,7% das pessoas que se encontram na categoria dos sem-religião frequentam algum serviço religioso anualmente e 20,3% fazem o mesmo mais de uma vez por mês. “Já participei de reuniões evangélicas de orações em casa de familiares”, conta Lucina.
A artesã não cultua santos, crê em Deus, Jesus Cristo e acende vela para anjos. No campo das ciências da religião, manifestações espirituais como as dela são recentes e vêm sendo tema de novos estudos. A migração de brasileiros para o islã é outro fenômeno que cresce no País. O número de convertidos na comunidade muçulmana do Rio de Janeiro, por exemplo, saltou de 15% em 1997 para 85% em 2009. Ex-umbandista que hoje atende por Ahmad Abdul-Haqq, o policial militar paulista Mario Alves da Silva Filho tem um inventário religioso de dar inveja. Batizado no catolicismo, aos 9 anos estreou na umbanda em uma gira de caboclo e baianos. Um ano depois, juntando moedas que ganhava dos pais, comprou seu primeiro livro, sobre bruxaria. Aos 14, passou a frequentar a Federação Espírita paulista, onde fez cursos para trabalhar com incorporações e psicografia. Aos 17 anos, trabalhou em ordens esotéricas ao mesmo tempo que dava expediente na umbanda. O policial, mestrando em sociologia da religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), decidiu se converter ao islã quando fazia um retiro de padres jesuítas. 


MECA Migração atípica: o policial Filho, de currículo religioso extenso, trocou a umbanda pelo islã

Em uma noite, sonhou com um árabe que o indicava o islã como resposta para suas dúvidas. Aos 29 anos, ele entrou em uma mesquita e disse que queria ser muçulmano. Saiu dela batizado e, desde então, faz cinco orações e repete frases do “Alcorão” diariamente. “Descobri que sou uma criatura de Deus e voltarei ao seio do Criador.”
Faz dez anos que o número de convertidos ao islã no País aumentou. E não são os atentados às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, que marcam esse novo fluxo, mas a novela “O Clone”, da Globo. Foi ela que “introduziu no imaginário cultural brasileiro imagens bastante positivas dos muçulmanos como pessoas alegres e devotadas à família”, como defende Paulo Hilu da Rocha Pinto em “Islã: Religião e Civilização – Uma Abordagem Antropológica” (Editora Santuário), de 2010. “De lá para cá, a conversão de brasileiros cresceu 25%. Em Salvador, 70% da comunidade é de convertidos”, diz a antropóloga Francirosy Ferreira, pesquisadora de comunidades muçulmanas da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto.
Assistente financeiro, o paulista Luan Nogueira, 23 anos, tornou-se muçulmano há um ano. Por indicação de um amigo, passou a pesquisar o islã e descobriu que o discurso estigmatizado criado após o 11 de setembro, que relacionava a religião à intolerância e à violência, não era verdadeiro. “Encontrei na mesquita e no “Alcorão” a ética da boa conduta”, diz. “Me sinto mais próximo de Deus no islã.” Para o professor Frank Usarski, do Centro de Estudo de Religiões Alternativas de Origem Oriental, da PUC-SP, o atrativo do islã é o fato de não ter perdido, diferentemente de outras religiões, a competência da interpretação completa da vida. 


ORIXÁS Ex-liderança evangélica, Garcia largou os cultos cristãos (abaixo) para se tornar pai de santo

“Ele oferece um guarda-chuva de referências para esferas como economia e ciência”, diz Usarski.
Segundo o escritor Pinto, que também é professor de antropologia da religião na Universidade Federal Fluminense, o islã permite aos adeptos uma inserção e compreensão sobre questões atuais, como, por exemplo, a Palestina, a Guerra do Iraque e segurança internacional, para as quais outros sistemas religiosos talvez não deem respostas. “Se a adoção do cristianismo em contextos não europeus do século XIX pôde ser definida com uma conversão à modernidade, a entrada de brasileiros no islã pode ser vista como uma conversão à globalização”, escreve ele, em seu livro.
É cada vez mais comum, no País, fiéis rezando com a cartilha da autonomia religiosa. Esse chega para lá na fé institucionalizada tem conferido características mutantes na relação do brasileiro com o sagrado, defende a professora Sandra, de ciências sociais e religião da Umesp. “Deus é constituído de multiplicidade simbólica, é híbrido, pouco ortodoxo, redesenhado a lápis, cujos contornos podem ser apagados e refeitos de acordo com a novidade da próxima experiência.” Agora é o fiel quem quer empunhar a escrita de sua própria fé.


Fonte: IstoÉ – online – por:Rodrigo Cardoso – post inforgospel.com.br

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