2 de março de 2011

Teologia e Medicina Integrativa

Fonte: Blog Espititualidade e Ciência

RESUMO


Apesar dos avanços inquestionáveis da ciência e da grande sofisticação tecnológica, os problemas milenares da humanidade continuam os mesmos.
As religiões por sua vez mais interessadas no marketing religioso (há honrosas exceções) e muitas delas, de há muito, por posicionarem-se de forma fundamentalista deflagraram ignominiosas guerras fratricidas. Por isso, encontram-se alheias aos avanços e descobertas das ciências.
Acreditamos que cabe à Teologia (Conhecimento Religioso), pois sendo uma disciplina acadêmica, pautada no senso crítico fazer a interface do diálogo entre ciência e religião. É com este escopo que surgiu a FTU – Faculdade de Teologia Umbandista com ênfase nas religiões afro-brasileiras, justamente para facilitar e promover esse diálogo à exaustão.
Palavras-chave: Ciência, FTU, Medicina Integrativa, Religião, Teologia
ABSTRACT
Despite the unquestionable science advances and great technological sophistication, the age-old problems of humanity remain the same.

Religions more
interested in religious marketing (there are honorable exceptions) and many of them, for a long time now, by positioning themselves as fundamentalist, deflagrates shameful fratricidal wars. Bercause of this, they are unrelated to the advances and discoveries of science.

We believe that it is for Theology (Religious Knowledge), because being an academic discipline, based on critical thinking to make the dialogue interface between science and religion. It is with this scope that came the FTU - School of UmbandaTheology, with an emphasis on afro-brazilian religions, precisely to facilitate and promote such dialogue to exhaustion.
Keywords: Science, FTU, Integrative Medicine, Religion, Theology.

TEOLOGIA E MEDICINA INTEGRATIVA
Apesar dos avanços inquestionáveis da ciência e da grande sofisticação tecnológica, os problemas milenares da humanidade continuam os mesmos.
As religiões por sua vez mais interessadas no marketing religioso (há honrosas exceções) e muitas delas, de há muito, por posicionarem-se de forma fundamentalista deflagraram ignominiosas guerras fratricidas. Por isso, encontram-se alheias aos avanços e descobertas das ciências. Como simples exemplo, citamos que no estudo da Bíblia podem-se constatar as afirmações de que a Terra teria sua origem há mais ou menos seis mil anos, e que cada forma de vida teria sido construída, uma a uma pelo Criador.
Não queremos discutir a fé, as crenças, todavia como negar que o planeta tem no mínimo 4,3 bilhões de anos? Que a evolução das espécies propugnada por Charles Darwin é uma realidade inconteste, e que ninguém de bom senso pode negar? Como querer ou aceitar o criacionismo, fixismo das espécies, ao invés do transformismo, pois evolução é mudança, adaptação?
Esses e outros conflitos, entre ciência e religião tem sido uma constante, impedindo o salutar diálogo, que sem duvidas pode e deve favorecer a qualidade de vida de nossa sociedade planetária. O diálogo deveria ser do Conhecimento Científico com o Conhecimento Religioso e não com crenças religiosas. O Conhecimento Religioso tal qual o Conhecimento Científico é imparcial, o que não ocorre com as “crenças religiosas”
Acreditamos que cabe à Teologia (Conhecimento Religioso), pois sendo uma disciplina acadêmica, pautada no senso crítico deve fazer a interface do diálogo entre ciência e religião. É com este escopo que surgiu a FTU – Faculdade de Teologia Umbandista com ênfase nas religiões afro-brasileiras, justamente para facilitar e promover esse diálogo à exaustão.
Colocado o fato, os obstáculos que vimos impedem o diálogo ciência e religião, mas que podem ser resolvidos pela Teologia, interfaceando religião e ciência.
Do que expusemos melhor se entenderá nossas discussões entre ciência e religião que muitos podem achar dispensáveis ou enfadonhos, mas continuaremos a demonstrar a viabilidade de conciliação entre ciência e religião por intermédio da Teologia – Conhecimento Religioso.
Depois de nossas considerações sobre o diálogo entre ciência e religião discutiremos de forma sumarizada a medicina defendida pela Teologia das religiões afro-brasileiras. A seguir, disponibilizaremos o vídeo “Espiritualidade, Axé e Medicina Integrativa”.
Visando o entendimento do tema apressamo-nos em conceituar o que seja homeostasia, tão importante na manutenção da vida de todo ser vivo.
No caso do Homem – Homo sapiens sapiens – a homeostasia é a capacidade de manter o meio interno constante. O meio interno, no caso do homem, é o interior de seu organismo. Depois destas ligeiras considerações, somos levados a questionar como é mantida a homeostasia.
Para simplificar diremos que no organismo temos vias de acesso ao meio interno (boca, nariz) e vias de excreção de resíduos - meio externo (boca, nariz, ânus e uretra).
Imaginemos um indivíduo se alimentando. Ingere o alimento pela boca que via esôfago chega ao estomago (digestão) e daí ao intestino delgado (no duodeno recebe enzimas digestivas do fígado e do pâncreas). Finalmente, dirige-se ao intestino grosso, para ser excretado via ânus.
Explicamos parte do processo, aprofundemo-nos um pouco mais. Na boca tem início a digestão, como também a absorção do alimento, o mesmo acontecendo no estômago, intestino delgado e intestino grosso.
Mas como ocorre a absorção? A absorção ocorre nas mucosas dos órgãos citados. Tudo o que é absorvido, é levado ao sangue, circulando por todo organismo, alimentando toda economia orgânica.
Ressalvamos que o sangue ao passar pelos pulmões recebe o O2 e expele o CO2 que é expirado ao meio externo pelos pulmões durante a fase expiratória da respiração.
O sangue bombeado pelo coração carreia a todo o organismo nutrientes, O2, água, hormônios e outros elementos essenciais à vida. Quando passa pelos rins sofre um processo de depuração, sendo que os resíduos dão formação à urina.
Depois de sumarizarmos como o individuo absorve, transforma e elimina substâncias, esperamos ter resumido como se processa a homeostasia.
Vejamos como a Medicina Integrativa ou Medicina das Religiões Afro-brasileiras tem uma visão própria, que não desdenha da medicina tradicional, tem-na como parceira.
Cremos que a medicina tradicional cura pelos conhecimentos e avanços científicos. Como cremos que tudo provem por intermédio dos Orixás, inclusive a medicina, os terreiros respeitam-na e atuam auxiliando a mesma. Assim sendo, ambas são manifestações do poder volitivo do Orixá.
O vídeo que postamos – “Espiritualidade, Axé e Medicina Integrativa” – demonstra a convergência entre Medicina e Axé, e como integrá-los em várias situações, mormente nos aspectos preditivos, preventivos, curativos e paliativos. Axé!
P.S. Queremos reiterar após a leitura atenta do texto se entende o porquê do conteúdo curricular preconizado pela FTU. Nele estão inclusos, pelos motivos aludidos, várias disciplinas tais quais: Sociologia, Psicologia, Filosofia, Botânica, Biologia Humana, Meio ambiente e Espiritualidade, Música, Medicina Integrativa, Teologia das religiões ocidentais e orientais, Filosofia do direito, Hermenêutica, entre outras. É um estudo imparcial e promove o diálogo com os vários setores do conhecimento humano.
Esta abordagem que não desdenha das “crenças religiosas” promove o Conhecimento Religioso que é imparcial tal qual o Conhecimento Científico. Eis o porquê da Faculdade de Teologia Umbandista, que procura interfacear o Conhecimento Religioso com o Conhecimento Científico.



Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
Publicação 124

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